domingo, 17 de maio de 2009

A partida estava, temporariamente, suspensa...


__Depois de algum tempo off-line, o regresso.

__Tanto tempo sem qualquer postagem não foi proposital, foi fruto de desgastantes semanas repletas de trabalho, salas de aula, projetos, enfim, tudo o que me distanciava do computador, do xadrez e de mim mesmo.

__De qualquer maneira, ainda fiz o que foi possível para não deixar morrer os antigos projetos ligados ao xadrez, como o trabalho com crianças e adolescentes, além de torneios que têm, acima de tudo, a intenção de confraternizar aficionados e leigos em matéria da Arte de Caíssa.

__Enquanto não me adapto aos apelos incessantes do relógio, vou me programando para, ao menos, semear as ideias que hão de brotar sobre e além dos tabuleiros.

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__Grande grande abraço.

domingo, 22 de março de 2009

Morphy




_Paul Charles Morphy nasceu em Nova Orleans, EUA, em 22 de junho de 1837. Foi um jogador famoso de xadrez norte americano do século XIX e incontestavelmente o melhor jogador de sua época. Morphy é chamado de "o gênio efêmero" em razão da sua curta carreira.
_Era considerado um gênio, pois com apenas 12 anos de idade já adquirira um nível de jogo excepcional, bem como fazia exibições que causavam furor em sua época, quando jogava, sem dificuldades, partidas simultâneas "às cegas" (sem ver o tabuleiro).
_Em 1850, com doze anos de idade, jogou três partidas contra o mestre húngaro Johann Löwenthal, que estava de passagem por Nova Orleans. Morphy venceu as três partidas (nota: uma das partidas foi dada incorretamente como empatada no livro de Löwenthal Morphy's Games of Chess e subseqüentemente copiada para outras fontes. David Lawson, na sua biografia de Paul Morphy, corrigiu este erro, fornecendo os movimentos que foram realmente jogados, e fez com que o histórico das partidas fosse corrigido).
_Estudante de Direito e dotado de fantásticas capacidades de memorização, obtém seu diploma de advogado aos 19 anos. Jovem demais para exercer a profissão, ele decide se dedicar ao xadrez. Paul Morphy torna-se aos 20 anos o primeiro campeão dos EUA em Nova Iorque (1857). Seus compatriotas decidiram então organizar um encontro com Howard Staunton, o campeão britânico, melhor jogador europeu na época, mas este evitou sistematicamente o confronto. Morphy decide então viajar para a Europa, onde encontra e vence todos os grandes jogadores do Velho Continente, inclusive o vencedor do primeiro grande torneio europeu de Londres em 1851, Adolf Anderssen, que não opôs a resistência esperada: Morphy ganhou sete partidas, perdendo 2 e empatando 2 (1858).
_Morphy retorna a Nova Iorque em 11 de maio de 1859, coberto de glórias por seus compatriotas. No entanto, ele decide abandonar o xadrez após uma decepção amorosa. Sua atividade enxadrística terá durado somente 18 meses!
_A saúde mental de Morphy degrada-se pouco a pouco, e ele começa a sofrer delírios de perseguição e paranóia. Ele morre na sua banheira de um ataque cerebral com 47 anos, no dia 10 de julho de 1884, em sua cidade natal.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

_Seu estilo de jogo era marcado por uma extraordinária habilidade tática, inigualável capacidade de posicionamento estratégico.
_Estão registradas cerca de 400 partidas jogadas por ele, sendo que 75 em jogos de campeonatos. Estabeleceu as bases do jogo moderno, desenvolvidas posteriormente por Steinitz.
_Foi um dos jogadores mais geniais de todos os tempos. Antecipou-se à sua época com uma concepção moderna de jogo. Era dotado de um extraordinário talento natural para o xadrez.

UMA PARTIDA PARA ESTUDAR:

L. Paulsen – P. Morphy
Nova Iorque, 1857

1. e4 e5 2. Cf3 Cc6 3. Cc3 Cf6 4. Bb5 Bc5 5. O-O O-O 6. Cxe5 Te8 7. Cxc6 dxc6 8. Bc4 b5 9. Be2 Cxe4 10. Cxe4 Txe4 11. Bf3 Te6 12. c3? Dd3! 13. b4 Bb6 14. a4 bxa4 15. Dxa4 Bd7 16. Ta2? Tae8 17. Da6 Dxf3!! 18. gxf3 Tg6+ 19. Rh1 Bh3 20. Td1 Bg2+ 21. Rg1 Bxf3+ 22. Rf1 Bg2+ 23. Rg1 Bh3+ 24. Rh1 Bxf2 25. Df1 Bxf1 26. Txf1 Te2 27. Ta1 Th6 28. d4 Be3 0-1.




(Paul Morphy e Johann Löwenthal, Londres - 1858)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Anderssen


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_Adolf Anderssen nasceu em Breslau, Alemanha, no dia 6 de agosto de 1818.
_Exercia a carreira de professor de Matemática e levava uma vida burguesa marcada, sobretudo, pelo constante contato com a aristocracia européia, entre cafés e partidas de xadrez.
_Como enxadrista, era conhecido por seu jogo extremamente ofensivo, acentuado por ataques sucessivos ao Rei adversário e diversas e belas combinações. Era também dotado de boas aptidões para o jogo posicional. Foi um forte jogador de torneios, entretanto apresentava visíveis deficiências em matches (encontros individuais); a exemplo disto, sua derrota no match contra Paul Morphy, quando perdeu sete partidas e ganhou apenas duas.
_Anderssen era conhecido por ser um excelente criador de problemas de xadrez, mas seu nome entrou definitivamente para a história por ganhar as mais famosas partidas de xadrez do período romântico: A “Imortal” (que jogou contra Lionel Kieseritzky) e a “Sempre-Viva” (disputada com Jean Dufresne).
_Considerado o último romântico e, também, o melhor jogador do mundo entre 1860 e 1866, Adolf Anderssen faleceu em sua cidade natal no dia 13 de março de 1879.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
_Na metade do século XIX, surgiu a concepção romântica do jogo de xadrez caracterizada por ataques diretos ao Rei. Os seguidores dessa escola buscavam dar mate de uma forma rápida e brilhante, mediante espetaculares sacrifícios de material. O representante mais legítimo desse período foi o alemão Adolf Anderssen.

DUAS PARTIDAS PARA ESTUDAR:

A. Anderssen – L. Kieseritzky
Londres, 1851
A “Partida Imortal”

1. e4 e5; 2. f4 exf4; 3. Bc4 Dh4+; 4. Rf1 b5?!; 5. Bxb5 Cf6; 6. Cf3 Dh6; 7. d3 Ch5; 8. Ch4 Dg5; 9. Cf5 c6; 10. g4 Cf6 11. Tg1! cxb5?; 12. h4! Dg6; 13. h5 Dg5; 14. Df3 Cg8; 15. Bxf4 Df6; 16. Cc3 Bc5; 17. Cd5 Dxb2; 18. Bd6!! Bxg1?; 19. e5! Dxa1+; 20. Re2 Ca6; 21. Cxg7+ Rd8; 22. Df6+! Cxf6; 23. Be7# 1 – 0.

A. Anderssen – J. Dufresne
Berlim, 1852
A “Sempre-Viva”


1. e4 e5; 2. Cf3 Cc6; 3. Bc4 Bc5; 4. b4!? Bxb4; 5. c3 Ba5; 6. d4! exd4; 7. O-O! d3!?; 8. Db3! Df6; 9. e5! Dg6; 10. Te1 Cge7; 11. Ba3 b5!?; 12. Dxb5 Tb8; 13. Da4 Bb6; 14. Cbd2 Bb7; 15. Ce4 Df5??; 16. Bxd3! Dh5; 17. Cf6+!? gxf6; 18. exf6 Tg8!; 19. Tad1!! Dxf3??; 20. Txe7+! Cxe7; 21. Dxd7+!! Rxd7; 22. Bf5+! Re8; 23. Bd7+! Rf8; 24. Bxe7#! 1 – 0.

Philidor






_François André Danican Philidor nasceu em Dreux, Fança, no dia 7 de setembro de 1726.
_Foi o melhor jogador do mundo do século XVIII e um grande especialista de partidas às cegas, que realizava com frequencia no Café de La Regence. Esse local foi um dos mais famosos centros enxadrísticos da história, onde, posteriormente, outro enxadrista, La Bourdonais (1795 – 1840), se tornaria o mais destacado jogador da primeira metade do século XIX.
_Compartilhava sua paixão pelo xadrez com a profissão de músico, carreira na qual também se destacou, em especial como compositor de óperas.
_Sua obra Análise do jogo de xadrez causou uma revolução a respeito das ideias enxadrísticas da época. Destacou a importância dos peões como elemento essencial de estratégia; assentou as bases das futuras escolas posicionais; antecipou-se a Nimzowitsch nos conceitos de bloqueios, prevenção, sacrifício posicional e importância da estrutura de peões. Também foi o primeiro a analisar em profundidade o final de torre e bispo contra torre. Legou para a posteridade a importante Defesa Philidor (também conhecida como Defesa Francesa), muito utilizada por enxadristas de todo o mundo.
_Considerado o campeão (oficioso) do mundo por cinquenta anos, Philidor faleceu em Londres, no dia 31 de agosto de 1795.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
_Pode-se afirmar que a era moderna do xadrez começa com Philidor. Seus antecessores foram, dentre outros, o espanhol Ruy López e os italianos Paolo Boi (1528 – 1598) e Leonardo da Cutri, que possuíam uma concepção rudimentar do jogo. Philidor foi o primeiro a introduzir, em seu livro Análise do jogo de xadrez, uma visão científica da estratégia enxadrística e mais particularmente a importância da estrutura de peões na evolução da partida.



UMA PARTIDA PARA ESTUDAR:

Conde Brühl – Philidor
Londres, 1783


1. e4 e5; 2. Bc4 c6; 3. De2 d6; 4. c3 f5; 5. d3? Cf6; 6. exf5 Bxf5; 7. d4 e4; 8. Bg5 d5; 9. Bb3 Bd6; 10. Cd2 Cbd7 11. h3 h6; 12. Be3 De7; 13. f4 h5; 14. c4 a6; 15. cxd5 cxd5; 16. Df2 O-O; 17. Ce2 b5; 18. O-O Cb6; 19. Cg3 g6; 20. Tac1 Cc4; 21. Cxf5 gxf5; 22. Dg3+ Dg7; 23. Dxg7+ Rxg7; 24. Bxc4 bxc4; 25. g3 Tab8; 26. b3 Ba3; 27. Tc2 cxb3; 28. axb3 Tbc8; 29. Txc8 Txc8; 30. Ta1 Bb4; 31. Txa6 Tc3; 32. Rf2 Td3; 33. Ta2 Bxd2; 34. Txd2 Txb3; 35. Tc2 h4; 36. Tc7+ Rg6; 37. gxh4 Ch5; 38. Td7 Cxf4!; 39. Bxf4 Tf3+; 40. Rg2 Txf4; 41. Txd5 Tf3; 42. Td8 Td3; 43. d5 f4; 44. d6 Td2+; 45. Rf1 Rf7; 46. h5 e3; 47. h6 f3 0 – 1.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Xadrez e Educação



O xadrez não é só um jogo, não é só uma arte e nem é só uma ciência. O xadrez é a mistura de todos estes elementos. E é por esse e por muitos outros motivos que o xadrez é considerado uma ótima matéria para ser aplicada na escola.
Você deve estar perguntando no que o xadrez influência na educação?
O Xadrez é o segundo esporte mais praticado no mundo, abaixo apenas do futebol. É um grande impulsionador da imaginação, que também contribui para o desenvolvimento da memória, da capacidade de concentração e da velocidade de raciocínio. Foi constatado que o Xadrez desempenha um importante papel socializante, por ensinar a lidar com a derrota e com a vitória, mostrando que a derrota não é sinônimo de fracasso nem vitória é sinônimo de sucesso.
O Xadrez é capaz de mostrar as consequências de atitudes displicentes, que não tenham sido previamente calculadas e, por conseguinte, estimula o hábito de refletir antes de agir, além de ensinar a arcar com as responsabilidades dos próprios atos.
O Xadrez é uma arte de grande beleza e apresenta imensa riqueza de possibilidades. É um passatempo agradável e instrutivo que entreteve grandes personalidades de nossa história como Napoleão, Einstein, Voltaire, Göethe, Montesquieu, Benjamin Franklin, Victor Hugo, Machado de Assis e Monteiro Lobato – para citar apenas alguns. E hoje é um esporte que pode ser jogado não presencialmente, através de redes de computadores como a Internet, estando o adversário em qualquer lugar do planeta, e por isso o que mais cresce em adeptos, sendo já considerado o esporte do novo milênio .
Se quisermos também uma explicação científica que mostre os benefícios práticos que podem ser alcançados pela prática desse esporte, poderíamos apresentar opiniões e pesquisas de pedagogos, psicólogos, intelectuais e instrutores de xadrez. Resumindo os resultados, conclui-se o Xadrez contribui para o desenvolvimento das faculdades mentais.
Num estudo realizado na ex-Alemanha Oriental, comparando o desenvolvimento de grupos de estudantes de diversas idades, separando-os em dois grupos: os que jogavam e os que não jogavam Xadrez, concluiu-se que:
• O Xadrez estimula a atividade intelectual e estabiliza a personalidade de crianças e jovens durante seu crescimento. Isso é evidente, sobretudo, na puberdade: crianças que jogam Xadrez apresentam menos crises decorrentes das transformações dessa fase etária do que as que não jogam.

• O raciocínio lógico e a capacidade de cálculo são estimulados, produzindo excelentes resultados no desempenho escolar, com destaque particularmente notável nos casos da Física e da Matemática.
• Em aspectos gerais, os alunos que jogam Xadrez apresentam nítida superioridade em força de vontade, tenacidade, memória e concentração .
• O Xadrez ensina a criança a avaliar as consequências dos seus atos, tornando-as mais prudentes e responsáveis.
Também em pesquisas realizadas na Inglaterra, chegou-se à conclusão de que a concentração e a habilidade em formular e posteriormente concretizar planos no tabuleiro contribui significativamente para a tomada de decisões e execução das mesmas no jogo muito mais importante, que é o jogo da vida.
No caso das crianças e jovens, o Xadrez estimula o desenvolvimento intelectual; no caso dos adultos e idosos, o Xadrez contribui preservando por mais tempo a agilidade mental.

Educar o raciocínio

O Xadrez merece crédito, porque ensina às crianças o mais importante na solução de um problema, que é saber olhar e entender a realidade que se apresenta.
E além disso, aprender que as peças no Xadrez não têm valores absolutos, que se deve controlar a posição das demais peças, tanto as próprias quanto as do adversário, para armar uma estratégia. Ter a percepção de flexibilidade e reversibilidade do pensamento que ordena o jogo.
Quantas vezes podemos notar crianças fracassando em matemática, por exemplo, ao não entenderem o que o enunciado do problema lhes diz? Não sabem analisá-lo, aprendem fórmulas de memória; quando encontram textos diferentes não acham a resposta correta.
Deve-se conseguir que as crianças encontrem seu próprio sistema de ação e, para isso, tem-se que evitar, sempre que possível, as soluções mecanizadas.
Assim, na escola secundária, com os dados de um teorema e sua ideia, a demonstração pode ser encontrada pelo aluno, porém, para que isso aconteça, é importante um certo treino na escola fundamental.
Nossa ideia é que em uma época na qual os conhecimentos nos ultrapassam em quantidade e a vida é efêmera, a melhor ferramenta que a criança pode obter em sua escolaridade é um pensamento organizado.

domingo, 2 de novembro de 2008

Problema # 01

Iniciamos aqui uma nova etapa da construção deste blog.
Eis o primeiro problema de xadrez, algo não tão complicado assim, mas uma possibilidade de manter o raciocínio em dia.
Espero que gostem.
Grande grande abraço.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Um conto só de passagem


Silêncio total, olhares atentos por parte dos dois jogadores e de espectadores que cercam uma mesinha de concreto numa praça pública. Realiza-se, neste momento, uma partida de xadrez.
No exato instante, um rapaz que passa pelo local vê o grau de concentração impresso nas fisionomias das pessoas que observam o jogo. Aproxima-se, curioso. Pergunta o que está acontecendo ali e alguém faz “shhh!”, pedindo silêncio. Consegue, pouco a pouco, penetrar a muralha quieta que cerca, admirada, os enxadristas desconhecidos – ao menos para o recém-chegado. Calado, decide assistir ao jogo, mesmo sem conhecer suas regras.
Após o calculado movimento de um cavalo branco de seu oponente, o jogador mais novo – aparentava ter uns dezesseis ou dezessete anos – deita uma peça sobre o tabuleiro e estende a mão para cumprimentar o seu algoz adversário, um senhor de ar intelectual, mas repleto de simpatia. Um breve murmúrio dos assistentes anunciava o fim do jogo. O curioso estranhou não ter ouvido a célebre frase “xeque-mate!”.
O silêncio se desfaz. “Eu também teria derrubado o rei após aquele lance fantástico!”, dizia um adolescente ao seu colega que, empolgado com a partida que acabara de assistir, aplaudia os dois jogadores.
As peças do jogo são guardadas em um pequeno estojo de couro, o tabuleiro, dobrado e levado sob o braço do jogador mais novo – mais tarde, o curioso assistente ficaria sabendo que os dois jogadores eram pai e filho que costumavam, sempre no mesmo dia e horário, jogar xadrez naquela praça, na mesma mesa de concreto.
Os espectadores dispersam e seguem seus rumos. Alguns ainda comentam certos momentos do jogo. O jogo. O Jogo de Xadrez!
Um estranho incômodo passou a lhe fazer companhia ao fim da partida – na verdade, desde que viu o primeiro olhar concentrado, absorto, fascinado de uma das pessoas em volta da mesinha na praça. A sensação incômoda certamente traduzia a sua impotência diante da ignorância. Sentia-se um ignorante por não ter podido experimentar o êxtase daquele momento. A partida de xadrez passara por ele como se fosse um caminhão desgovernado, atropelando-o. Decidiu que aprenderia a jogar; queria viver as emoções deste novo mundo.
Dois meses depois, Carlos já podia se dizer um assíduo freqüentador da pracinha, sempre levando consigo seu tabuleiro, peças e o sonho de ser, um dia, a inspiração para um curioso que, como ele, resolvesse parar e tentar entender e decifrar os segredos deste fascinante jogo.

(Rafael Calvet)